Meu pai tinha uma habilidade para consertar, resolver e criar soluções que nunca tive, mas dentro de meus limites me esforcei, bastante. Tive mais vitórias que derrotas. O sabor de ver algo funcionando bem é incrível, mais ainda quando volta a funcionar.
Sim, trocar uma peça para ter o problema resolvido rapidinho tem lá suas vantagens, mas batalhar para entender o que acontece enriquece não só o lado consertador, mas a forma de ver e pensar tudo na vida.
Há uma batalha contínua com o pragmatismo. Sim, quando parar, quando entender que não vale a pena, que perdeu. Perdeu?
Meu caro, uma das frases mais importantes que ouvi veio na entrevista do principal CEO daquele momento, faz anos:
Quem não sabe perder jamais saberá ganhar.
Vale a pena consertar? Sim, com certeza, por diversas razões. Conserte! Entenda. Informe-se. Mas controle-se, seja prático, busque um caminho sensato junto ao seu pragmatismo.
Fica aqui minha inveja e minha homenagem a três amigos: o gênio Nelson JNA, Thiago Maga, e Luiz Scoo, três que se encaixam bem no que o vídeo descreve. Quero citar um mais, lembro perfeitamente a figura, não o nome, um dos mestres da gambiarra... Regis, lembrei.
Nelson construiu uma vida profissional onde pode 'brincar' com suas ideias.
Regis, habilidosíssimo, não teve a mesma sorte. Os imbecis que o contrataram foram incapazes de ver seu potencial, ou o colocaram para escanteio por inveja ou medo. A derrota dos imbecis foi flagorosa. Ele seguiu sua vida. História muito comum num país onde os espertalhões fazem grande sucesso.
A todos os conservadores, a todos os heróis da gambiarra, a todos inventores, tiro meu chapéu curvando a cabeça em profundo respeito.
Tivessem os brasileiros entendido e respeitado estes, teríamos um outro Brasil, como temos onde o país deu certo. Obrigado a todos vocês.
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