quarta-feira, 1 de abril de 2026

Borboleta sai do casulo

É com muito prazer que apresento a borboleta que acaba de sair do casulo que se prendeu à roda de minha bicicleta. Eu travei a roda e deixei a bicicleta parada por três semanas. E hoje vi o milagre da nova vida acontecer. Fiquei tão emocionado que não tirei os olhos do processo de rompimento do casulo e nascimento da borboleta, ou seja, não fotografei nem filmei. Mas aí estão as fotos do antes e depois. A que nasceu é a que está na folha da palmeira. A outra, que nasceu antes e não vi o processo, infelizmente tem as asas deformadas.






A transformação da lagarta em borboleta ocorre dentro da pupa (ou crisálida), um estágio de repouso onde o corpo se reconstrói. Durante dias ou semanas, a larva utiliza suas reservas para criar asas e novas estruturas. O esforço de romper o casulo é vital para expandir as asas e fortalecer o corpo para o voo

Mãe e filho numa elétrica morrem em ocorrência com onibus


Nos comentários:

'Não é natural que pais percam seus filhos', é uma dolorosa verdade. Acompanhei pais que perderam filhos e sei o grau de devastação emocional que causa. Ao pai, sentimentos, e os votos que encontre um caminho de paz interior. E aos mais próximos, ajudem, não se afastem mesmo quando bater a exaustão.

O tamanho do problema que estas elétricas vem causando é desconhecido porque muitas ocorrências não são relatadas, notificadas, oficializadas. Aliás, como é comum com tudo neste país. Quem está no meio da bicicleta e mobilidades vive tendo notícias sobre incidentes, acidentes e ocorrências causadas pelo mal uso das elétricas. A bem da verdade, boa parte dos ciclistas, os do arroz com feijão, estão para lá de irritados com o que vem ocorrendo, mas, como sempre, ninguém faz absolutamente nada para resolver. Só reclama da boca para fora, e do outro. O próprio umbigo? Não existe. Autoridades? Os de boa vontade e os que tentam resolver têm um inimigo monstruoso: tem lei que cola e tem lei que não cola. Fiscalização? O que?

Sobre mortes violentas: quem aqui, Brasil, realmente se interessa? Quem se interessa corre atrás.

Por que será que o Brasil tem um dos índices mais vergonhosos de fatalidades no trânsito e mortes violentas? A culpa é das autoridades, só deles? É mesmo?

Aqui, fora dos comentários da matéria:

Alguém se interessa pela verdade? Alguém se interessa pelo que realmente aconteceu? Não, respondo eu sem preocupação. Chegamos a esta baderna macabra que vivemos porque o outro sempre é o culpado. Vai continuar igual? Tudo indica que vai. De minha parte ainda tenho uma vã esperança que por um milagre caia a ficha que assim não dá.
Leiam com todas as letras: quem perde um ente querido, e aqui falo da dor brutal que nunca termina da perda de um filho ou filha, sofre a tortura duas vezes, na monstruosa perda e depois com o silêncio inepto de nossa sociedade. Os pais que perderam seus filhos tiveram que descobrir na porrada, e põe porrada aí, o que 'de fato' é a vida neste Brasil. Sei o que escrevo e assino em baixo, porque acompanhei três casos.
Alguém se interessa?

Não foi atropelamento. O termo atropelamento se aplica exclusivamente à pedestres. Bicicleta, elétrica ou não, é veículo. Esta diferença de definição parece besteira, mas definitivamente não é. Ou se coloca as coisas no seu devido lugar, ou lá na frente vai dar problema. O uso errado de termos da lei deforma dados estatísticos, que por sua vez influência no resultado final da busca pela segurança.