"Sobre a "Carta Aberta a Comunidade Ciclista - Principalmente a quem usa a Ciclovia Rio Pinheiros
Com muita tristeza começamos a semana trazendo um posicionamento necessário"
Não copiei o que publiquei neste Instagran. Quando fui copiar, não dava mais. Vou comentar na mesma linha de pensamento.
O problema que se tem na Ciclovia do Rio Pinheiros, e diga-se de passagem não só lá, vem de longo tempo. Primeiro foi o Pelotão da Morte nas marginais, depois o mesmo dentro da USP Butantã, e agora esta nova geração de (ditos) ciclistas muito agressivos. A bem dizer, antes do Pelotão da Morte já aconteciam situações com ciclistas normais, de rua, que de certa ocorreram de forma semelhante aos que quem se reclama hoje. Ou seja, o problema vem de muito longe.
De certa forma estes ciclistas, ou melhor, esta forma de ciclismo, de uso da bicicleta, ganhou força e se estabeleceu muito em razão do apoio que tiveram no passado do movimento da bicicleta, quando os que reclamavam do comportamento deles nas marginais eram pesadamente criticados, quando bateram de frente contra o fechamento da USP, e outras tantas situações mais nas quais o lutar pela causa da bicicleta não se importando com "detalhes" foi muito mais importante que o que estava envolvido ou ouvir o outro lado. Ou seja, este tipo de mau comportamento de hoje tem um aval dado no passado. Para piorar, agora vem de uma geração muito mais numerosa, de um setor de bicicletas muito mais forte, articulado e estabelecido, e principalmente de um nível social, educacional e financeiro, com muito mais poder de posicionamento.
Se está colhendo o que foi plantado.
Como reverter esta situação? O primeiro passo é deixar de falar em nichos fechados de comunicação. Quer se comunicar com o outro, então procure falar com o outro de forma e maneira que ele entenda e reaja da maneira desejada.
Não publiquei no Instagran, mas entrar em contato com as bicicletarias e fazer uma campanha conjunta com elas, que são quem tem diálogo com estes ciclistas de comportamento inapropriado, eu diria completamente inapropriado. Contornar o discurso pronto das bicicletarias que "nós somos contra, nós buscamos orientar...", que guardo o direito de pouco crer, pelo menos da forma e com a incisão necessária para a situação, porque perder cliente não deve estar no projeto final de seus negócios.
Frear esta baderna que vivemos é muito mais difícil do que se possa imaginar. Infelizmente os caminhos escolhidos pelo movimento da bicicleta desde seus primórdios tem muito a ver com o que está acontecendo, repito, não só na Ciclovia Rio Pinheiros.
Do fundo do coração, espero que se faça alguma coisa e que, mais importante, se obtenha algum resultado. Moro ao lado de um dos acessos da ciclovia Rio Pinheiros, uso muito para me transportar, evito entrar em horário de pico, sei muito bem como é.
Para terminar, e falando como leigo, ou chutando, Brasil não tem um ciclista nas grandes provas, Giro d'Italia, Tour de France, Vuelta de Espanha, dentre outras, muito por conta da mentalidade que se estabeleceu no meio ciclístico daqui, para minha tristeza, não só no ciclismo esportivo.
Os grandes nomes do ciclismo, que temos, são completamente desconhecidos, portanto não são tomados como exemplo, que os foram e os são.
Não posso deixar de repetir: Não é mais, é melhor, bem feito, com mais qualidade.




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