sobre bicicletas, perguntas, respostas da Escola de Bicicleta; e algo mais.
domingo, 5 de outubro de 2014
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
pedivela com 170 ou 175 mm?
O cumprimento básico dos
pedivelas é 170 milímetros, medido entre centro de eixo de movimento central e
centro de eixo do pedal. É raro encontrar em bicicletas adultas um pedivela
mais curto, 165 ou 160 mm, mas é fácil encontrar pedivelas com 175 mm em mountain
bikes mais sofisticadas, principalmente nos tamanhos L (G), XL (XG) e XXL. Já
vi modelos mais sofisticados no tamanho XXL com 180 mm, mas é pouco comum. A
medida está marcada na parte de trás do pedivela.
Quanto maior a perna do ciclista
maior o pé de vela? Em teoria sim, mas na prática não é tão simples assim.
Ciclistas de 1,50 m pedalam tão bem com 170 mm quanto um ciclista de 1,75 m. Eu
tenho 1,85 mm, competi com 175, nunca senti nada, e agora sinto. Minha única
bicicleta que ainda tem 175 só oferece vantagem quando subo nas tamancas (pedalo
em pé).
A diferença em pedalar com um 170
mm ou 175 mm pode aparecer onde seja necessário muita força, como em subidas muito
íngremes. Ai 5 mm a mais faz diferença, principalmente para quem pedala mais
pesado, com cadência mais baixa. Num 170 é possível compensar a diferença se
você aguentar girar numa cadência bem mais alta, com uma relação mais reduzida,
o que nem sempre está disponível nos modelos comuns. E há limites para a redução,
ou sair empurrando vai mais rápido.
Com 175 mm os joelhos vão dobrar
mais, e ai tem gente que não aguenta. E o pedivela e os pedais ficam mais
próximos do chão.
Como curiosidade, tive uma
bicicleta feminina italiana da década de 50 (maravilhosa, 10 kg em aço) com pedivela
de 160 mm. No plano, depois de uma partida lenta, a menina voava baixo. Na
subida era duro. Um dia fugindo da chuva subi a av. Angélica, que tem uns 1.5
km, girando feito desesperado com coração e pulmões saindo pela boca, e talvez
tenha sido a subida mais rápida que fiz na vida. Mas se tivesse fechado um
sinal... Ai nem queria ver.
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
Philippe Starck e suas bicicletas
Interessante esta época de bicicletas em moda:
http://www.conexionbrando.com/1722754- .
Quando as bicicletas viraram moda em NY já se poderia prever no que daria. Eu não imaginava que fosse tão longe. Achei que o pessoal iria pedalar.....
http://www.conexionbrando.com/1722754- .
Quando as bicicletas viraram moda em NY já se poderia prever no que daria. Eu não imaginava que fosse tão longe. Achei que o pessoal iria pedalar.....
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
Como estimular alunos a pedalar?
Nome: Roberto Altoé Candido
Idade: 55 anos
Altura: 1,83 m
Cidade: Nova Iguaçu
UF: RJ
replyto: racandido49@gmail.com
soube: Pesquisa na web
Mensagem: Gostaria de sugestões para implantar um projeto que incentive o uso da bicicleta na Escola que trabalho.
É uma Escola com aproximadamente 600 alunos, e nem 1% faz uso da bicicleta para seus deslocamentos.
A Escola esta situada em uma via de transito médio com ônibus e automóveis. CIEP 111 GELSON FREITAS - Rua Ricardo s/n, Santo Elias, Mesquita, RJ.
Idade: 55 anos
Altura: 1,83 m
Cidade: Nova Iguaçu
UF: RJ
replyto: racandido49@gmail.com
soube: Pesquisa na web
Mensagem: Gostaria de sugestões para implantar um projeto que incentive o uso da bicicleta na Escola que trabalho.
É uma Escola com aproximadamente 600 alunos, e nem 1% faz uso da bicicleta para seus deslocamentos.
A Escola esta situada em uma via de transito médio com ônibus e automóveis. CIEP 111 GELSON FREITAS - Rua Ricardo s/n, Santo Elias, Mesquita, RJ.
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Roberto
bom dia
Vi o CIEP pelo Google Earth. As ruas
parecem tranquilas.
O estímulo mais rápido costuma ser
oferecer estacionamento que realmente dê segurança às bicicletas, mas fazer só
isto não é recomendável.
O ideal seria entender por que os
alunos não usam a bicicleta, e a partir dai traçar um plano de ação. Há várias
formas de se estimular o uso da bicicleta, mas tenho certeza que todas elas
devem ter como princípio básico a educação e o treinamento, o ponto de
partida. É importante entender que a realidade é feita de leis de
trânsito e mais (infelizmente) manias, por que não dizer vícios, de
comportamento. Para se ter uma boa educação, que realmente melhore a segurança
dos ciclistas, é crucial ver os dois lados para estabelecer metas que
consigam tirar ou pelo menos diminuir os vícios perigosos. Colocar o
Código de Trânsito Brasileiro como única verdade, mesmo que este seja lei, é
negar a realidade, o que normalmente não dá resultados, ou pior, literalmente
não funciona. Tem que ser realista, mas não chato. Realismo tem seus
riscos, mas em curto prazo dá resultados muito mais consistentes.
Eu diria então:
- conhecer a realidade do público alvo, alunos.
Ver posição dos pais
- ver necessidades prementes
- pensar em faixa etária e gênero. De
preferência, professora e orientadora trabalhando meninas e alunas,
- conhecer o viário no entorno da escola para
ver os melhores e mais seguros caminhos
- ver qual a posição do departamento de trânsito
local
- criar um planejamento de educação para a
segurança, conforto e prazer no uso da bicicleta
- incluir pais. Corrigir vícios dos pais na
bicicleta. Fazer passeios pais e filhos
- estabelecer professores ou orientadores
ciclistas que possam dar aulas práticas, nas ruas, para os alunos.
Quem orienta precisa saber pedalar MESMO!
- instalar estacionamento de bicicletas que seja
realmente seguro
- acompanhar o progresso
É o que me ocorre neste momento, mas,
repito, é necessário mais dados, conhecimento da situação, para estabelecer um
programa.
Estou copiando o Zé Lobo, que é ai do
Rio e faz um ótimo trabalho na questão das bicicletas. Talvez ele já tenha algo
encaminhado ou mesmo pronto.
Precisando escreva
Arturo Alcorta
Escola de Bicicleta
www.escoladebicicleta.com.br
Escola de Bicicleta
www.escoladebicicleta.com.br
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
Denny Bicycle
Infelizmente, mas infelizmente mesmo, o Brasil olha cada vez menos para a criação de desenho industrial, o que é uma perda imensa para a qualidade de todos. Infelizmente hoje, neste país do nunca antes, é natural que se socialize a mediocridade, o que muitos aceitam com naturalidade. Como sempre repito: vide a baixíssima qualidade e precariedade de nossos espaços públicos.
"Design", ou desenho industrial, é crucial para melhorar a vida de todos. Passa muito longe de uma frescura de gente rica. É lógico que design de ponta custa caro, é chique, mas não beira ao esnobe. Aliás, beira ao esnobe quando quem vê ou usa tem uma base cultural fraquinha e não entende das coisas.
Pessoalmente acho chique mesmo o desenho clássico e limpo das mais simples bicicletas. Bicicleta, a meu ver, é um utensílio minimalista; e assim deve continuar. Acho fantástico o uso da inteligência para buscar soluções novas, mas prefiro as bicicletas velhinhas que tem alma curtida.
Recomendo ver este vídeo http://vimeo.com/101360482 que mostra o projeto da Merge, para mim mais interessante que a Denny.
Este site tem designs interessantes de bicicletas: http://bicycledesign.net/
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
ainda sobre pedalar correto....
Este link é uma ótima lição sobre como pedalar uma bicicleta de estrada. Olhe a cadência dos ciclistas, num giro que deve estar por volta de 90 giros. O câmbio é usado constantemente de forma a manter a cadência o mais constante possível. Não se usa a força bruta das pernas, mas o giro. Preserva-se o máximo a energia. Nas subidas eles buscam manter o giro e só pedalam em pé quando precisam atacar (outro ciclista) ou querem mudar o uso da musculatura, mas o ideal é tentar manter a cadência girando bem os pedais. Tirando uns pouquíssimos trechos de montanhas, com uma inclinação duríssima para profissionais e praticamente impossível para amadores, nunca se vê um ciclista profissional pedalando com uma marcha dura, ou seja, numa cadência baixa, o que é um crime para as pernas e articulações.
A posição da mão deles segurando o guidão, sobre os manetes de freio, de forma a manter o peito aberto para aumentar a capacidade de respiração.
E, mais importante, veja como levam a bicicleta com muita suavidade. Qualquer movimento brusco de aceleração, mudança de direção ou desaceleração é perda de energia.
Aprende-se muito olhando os principais ciclistas profissionais.
Aprende-se muito olhando os principais ciclistas profissionais.
Ciclismo é a arte da suavidade
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