quinta-feira, 11 de setembro de 2014

pedivela com 170 ou 175 mm?

O cumprimento básico dos pedivelas é 170 milímetros, medido entre centro de eixo de movimento central e centro de eixo do pedal. É raro encontrar em bicicletas adultas um pedivela mais curto, 165 ou 160 mm, mas é fácil encontrar pedivelas com 175 mm em mountain bikes mais sofisticadas, principalmente nos tamanhos L (G), XL (XG) e XXL. Já vi modelos mais sofisticados no tamanho XXL com 180 mm, mas é pouco comum. A medida está marcada na parte de trás do pedivela.
Quanto maior a perna do ciclista maior o pé de vela? Em teoria sim, mas na prática não é tão simples assim. Ciclistas de 1,50 m pedalam tão bem com 170 mm quanto um ciclista de 1,75 m. Eu tenho 1,85 mm, competi com 175, nunca senti nada, e agora sinto. Minha única bicicleta que ainda tem 175 só oferece vantagem quando subo nas tamancas (pedalo em pé).  
A diferença em pedalar com um 170 mm ou 175 mm pode aparecer onde seja necessário muita força, como em subidas muito íngremes. Ai 5 mm a mais faz diferença, principalmente para quem pedala mais pesado, com cadência mais baixa. Num 170 é possível compensar a diferença se você aguentar girar numa cadência bem mais alta, com uma relação mais reduzida, o que nem sempre está disponível nos modelos comuns. E há limites para a redução, ou sair empurrando vai mais rápido.
Com 175 mm os joelhos vão dobrar mais, e ai tem gente que não aguenta. E o pedivela e os pedais ficam mais próximos do chão.

Como curiosidade, tive uma bicicleta feminina italiana da década de 50 (maravilhosa, 10 kg em aço) com pedivela de 160 mm. No plano, depois de uma partida lenta, a menina voava baixo. Na subida era duro. Um dia fugindo da chuva subi a av. Angélica, que tem uns 1.5 km, girando feito desesperado com coração e pulmões saindo pela boca, e talvez tenha sido a subida mais rápida que fiz na vida. Mas se tivesse fechado um sinal... Ai nem queria ver. 

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Philippe Starck e suas bicicletas

Interessante esta época de bicicletas em moda:
http://www.conexionbrando.com/1722754- . 
Quando as bicicletas viraram moda em NY já se poderia prever no que daria. Eu não imaginava que fosse tão longe. Achei que o pessoal iria pedalar.....

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Como estimular alunos a pedalar?

Nome: Roberto Altoé Candido
Idade: 55 anos
Altura: 1,83 m
Cidade: Nova Iguaçu
UF: RJ
replyto: racandido49@gmail.com
soube: Pesquisa na web
Mensagem: Gostaria de sugestões para implantar um projeto que incentive o uso da bicicleta na Escola que trabalho.
É uma Escola com aproximadamente 600 alunos, e nem 1% faz uso da bicicleta para seus deslocamentos.
A Escola esta situada em uma via de transito médio com ônibus e automóveis. CIEP 111 GELSON FREITAS - Rua Ricardo s/n, Santo Elias, Mesquita, RJ.

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Roberto
bom dia

Vi o CIEP pelo Google Earth. As ruas parecem tranquilas.
O estímulo mais rápido costuma ser oferecer estacionamento que realmente dê segurança às bicicletas, mas fazer só isto não é recomendável.
O ideal seria entender por que os alunos não usam a bicicleta, e a partir dai traçar um plano de ação. Há várias formas de se estimular o uso da bicicleta, mas tenho certeza que todas elas devem ter como princípio básico a educação e o treinamento, o ponto de partida. É importante entender que a realidade é feita de leis de trânsito e mais (infelizmente) manias, por que não dizer vícios, de comportamento. Para se ter uma boa educação, que realmente melhore a segurança dos ciclistas, é crucial ver os dois lados para estabelecer metas que consigam tirar ou pelo menos diminuir os vícios perigosos. Colocar o Código de Trânsito Brasileiro como única verdade, mesmo que este seja lei, é negar a realidade, o que normalmente não dá resultados, ou pior, literalmente não funciona. Tem que ser realista, mas não chato. Realismo tem seus riscos, mas em curto prazo dá resultados muito mais consistentes.

Eu diria então:
  1. conhecer a realidade do público alvo, alunos. Ver posição dos pais
  2. ver necessidades prementes
  3. pensar em faixa etária e gênero. De preferência, professora e orientadora trabalhando meninas e alunas,
  4. conhecer o viário no entorno da escola para ver os melhores e mais seguros caminhos
  5. ver qual a posição do departamento de trânsito local
  6. criar um planejamento de educação para a segurança, conforto e prazer no uso da  bicicleta
  7. incluir pais. Corrigir vícios dos pais na bicicleta. Fazer passeios pais e filhos
  8. estabelecer professores ou orientadores ciclistas que possam dar aulas práticas, nas ruas, para os alunos. Quem orienta precisa saber pedalar MESMO!
  9. instalar estacionamento de bicicletas que seja realmente seguro
  10. acompanhar o progresso
É o que me ocorre neste momento, mas, repito, é necessário mais dados, conhecimento da situação, para estabelecer um programa.
Estou copiando o Zé Lobo, que é ai do Rio e faz um ótimo trabalho na questão das bicicletas. Talvez ele já tenha algo encaminhado ou mesmo pronto.

Precisando escreva

Arturo Alcorta
Escola de Bicicleta
www.escoladebicicleta.com.br


quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Denny Bicycle

Infelizmente, mas infelizmente mesmo, o Brasil olha cada vez menos para a criação de desenho industrial, o que é uma perda imensa para a qualidade de todos. Infelizmente hoje, neste país do nunca antes, é natural que se socialize a mediocridade, o que muitos aceitam com naturalidade. Como sempre repito: vide a baixíssima qualidade e precariedade de nossos espaços públicos. 
"Design", ou desenho industrial, é crucial para melhorar a vida de todos. Passa muito longe de uma frescura de gente rica. É lógico que design de ponta custa caro, é chique, mas não beira ao esnobe. Aliás, beira ao esnobe quando quem vê ou usa tem uma base cultural fraquinha e não entende das coisas.
Pessoalmente acho chique mesmo o desenho clássico e limpo das mais simples bicicletas. Bicicleta, a meu ver, é um utensílio minimalista; e assim deve continuar. Acho fantástico o uso da inteligência para buscar soluções novas, mas prefiro as bicicletas velhinhas que tem alma curtida.
Recomendo ver este vídeo http://vimeo.com/101360482 que mostra o projeto da Merge, para mim mais interessante que a Denny.
Este site tem designs interessantes de bicicletas: http://bicycledesign.net/ 

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

ainda sobre pedalar correto....

Este link é uma ótima lição sobre como pedalar uma bicicleta de estrada. Olhe a cadência dos ciclistas, num giro que deve estar por volta de 90 giros. O câmbio é usado constantemente de forma a manter a cadência o mais constante possível. Não se usa a força bruta das pernas, mas o giro. Preserva-se o máximo a energia. Nas subidas eles buscam manter o giro e só pedalam em pé quando precisam atacar (outro ciclista) ou querem mudar o uso da musculatura, mas o ideal é tentar manter a cadência girando bem os pedais. Tirando uns pouquíssimos trechos de montanhas, com uma inclinação duríssima para profissionais e praticamente impossível para amadores, nunca se vê um ciclista profissional pedalando com uma marcha dura, ou seja, numa cadência baixa, o que é um crime para as pernas e articulações. 
A posição da mão deles segurando o guidão, sobre os manetes de freio, de forma a manter o peito aberto para aumentar a capacidade de respiração. 
E, mais importante, veja como levam a bicicleta com muita suavidade. Qualquer movimento brusco de aceleração, mudança de direção ou desaceleração é perda de energia. 
Aprende-se muito olhando os principais ciclistas profissionais.
Ciclismo é a arte da suavidade