quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Angela Merkel vai visitar Eurobike

Angela Merkel, Chanceler Alemã, irá visitar a Eurobike, principal exposição de bicicletas da Europa, o que dá grande importância a bicicleta e seu uso, diz o texto publicado pela ECF, European Cyclists' Federation, principal entidade representativa dos ciclistas na Europa e uma das mais importantes no mundo. Abaixo o link para a matéria.
Que inveja.....
http://www.ecf.com/news/angela-merkel-to-visit-eurobike-giving-highest-status-to-cycling/

terça-feira, 13 de agosto de 2013

luzes exóticas de segurança para ciclistas

Quanto mais visível for o ciclista pedalando no meio do trânsito melhor? Não! O ciclista tem que ser claramente visível, mas não deve criar confusão entre os motoristas e motociclistas, o que pode induzir a acidentes. É um grave erro acreditar que você deve se preocupar só com a sua própria segurança. Esta besteira, aliás, esta incrível burrice sem tamanho fez do Brasil um dos países mais inseguros do mundo, incluindo ai países em guerra. Existe uma verdade, científica até, que ninguém pode negar: Ou todos temos segurança, ou ninguém está realmente seguro.
Lembro que o CTB, Código de Trânsito Brasileiro, proíbe a circulação de veículos (que não os de emergência ou polícia) com luzes piscando. Bicicleta é, perante a lei, um veículo. É igual em todos os códigos de trânsito do mundo. Códigos de trânsito são escritos em cima de conhecimento científico, não de falácia ou lobby de mercado. Há inúmeras campanhas, principalmente das Polícias Rodoviárias, para o uso correto de pisca-pisca, e em todas, sem exceção, é repetido que nunca se deve usa-las em movimento, principalmente com névoa ou neblina. Pode acontecer o que é chamado de efeito vagalume, onde o motorista é atraído e bate na luz piscando.
O pior é o uso da luz dianteira piscando, o que atrapalha muito até e principalmente outros ciclistas. O uso da traseira piscando em trânsito intenso ainda levanta dúvidas sobre a eficiência.
Neste primeiro vídeo uma ideia muito interessante. Nos seguintes a coisa fica mais para a diversão do que para a eficiência.
A Shimano esteve pensando em lançar um guidão com as pontas iluminadas, que me pareceu boa ideia, mas não veio ao mercado. Eles sabem o que fazem e devem ter uma boa razão para tanto.
 


 


Vale a pena ler este artigo sobre as leis do estado de Oregon sobre refletores e luzes para bicicletas.  http://www.stc-law.com/bikelighting.html

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

bicicleta infantil não freia

M T
Comprei uma bicicleta para minha neta e os freios não funcionaram. Minha neta pulou da bicicleta para não bater na parede e por sorte só se arranhou. Levei a bicicleta de volta para a bicicletaria e eles me disseram que todas as bicicletas infantis são assim e que só trocando todo o sistema de freio para funcionar. É verdade.

M T
bom dia
Se a bicicleta infantil for nacional é muito possível que sua neta não tenha conseguido acionar os freios. É triste, mas é realidade. Pelo menos você é uma avó consciente. A maioria dos pais ou responsáveis não reclama nem questiona. Não faz muito tempo tive informação que o número de crianças que dão entrada no HC de São Paulo por causa de acidente com bicicleta é alto; a maioria não conseguiu frear corretamente.

O sistema de freio de uma bicicleta infantil tem que ser todo dimensionado para uma criança. Os manetes de freio tem que ser próprios para o tamanho e força das mãos para quem se destina a bicicleta, e a potencia do freio deve estar dimensionado para o peso do ciclista. Parece óbvio, mas aqui no Brasil parece que não é tão óbvio assim. Alguns modelos têm sistemas de freio fabricados em plástico de baixa qualidade, que deformam muito e simplesmente não param. Nunca consegui fazer com que estes sistemas de freio funcionassem bem.

Vários modelos infantis vêm com o mesmo sistema de freios de bicicletas para adultos, que freiam, até demais para um ciclista tão leve. A maioria das crianças não consegue acionar por que o manete de freio por que este tem ergonomia para uma mão de adulto, normalmente de homem adulto. Nos manetes mais sofisticados há um parafuso de curso do manete para mãos pequenas, como as de uma mulher.

Para diminuir o poder de frenagem é necessário mudar a regulagem das sapatas de freio, o que um mecânico com longa experiência consegue fazer facilmente. Basta aumentar o ângulo de ataque das sapatas no aro. Ou trocar por sapatas de menor poder de frenagem.

Infelizmente é muito difícil encontrar manetes de freio para crianças, mesmo fora do Brasil. A única forma é ir atrás de manetes para BMX, que podem ser mais caros que uma bicicleta infantil.

A maioria das bicicletas infantis importadas vem com freio contrapedal, o que considero ideal. É possível adaptar freio contrapedal em vários modelos infantis. Este sistema ensina a criança a manter os pés nos pedais enquanto freia, o que é crucial para parar de maneira segura. A saber: a principal causa de tombos de ciclistas de todas idades é tentar colocar o pé no chão em movimento, descer ou pular da bicicleta em situação de emergência.

Enquanto a bicicleta estiver em movimento os pés devem estar bem apoiados nos pedais. É no pedal que está o máximo de segurança para o ciclista. Então, primeiro para a bicicleta e só depois coloca o pé no chão. Dá tempo para tudo. Ensine sua neta.

Arturo Alcorta

Escola de Bicicleta

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

roda livre e seus macaquinhos


Nome: Carlos
Mensagem: de vez em quando meu pedal gira em falso...

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Carlos, Carlos!
boa noite
Ops! Isto definitivamente não pode acontecer!

Girar o pedal em falso, principalmente no meio do trânsito, é realmente perigoso. Técnicos e socorristas de rodovias afirmam que boa parte dos acidentes graves é provocado por perda de tração no meio da travessia. Umas das razões costuma ser os macaquinhos da roda livre sujos.

Toda roda livre, também conhecida como catraca, é composta, numa explicação muito simplista, por duas peças concêntricas. Uma é fixada ao cubo da roda e a outra, a externa, onde se encontra os dentes da engrenagem que acionam a corrente e os pedais. Entre as duas peças, além das muitas pequenas esferas de rolamento, há duas ou três pequenas peças em forma de um bico de tucano que tem por função fazer com que a engrenagem fique presa quando acionada no sentido horário e trabalhe livre no sentido contrário. Ou seja, presa quando você pedala e solta quando para de pedalar. Estas pequenas peças, conhecidas como martelinhos ou macaquinhos, funcionam junto com pequenas molas para travar a engrenagem.

Hoje em dia a boa parte das bicicletarias preferem trocar a roda livre do que abri-la para limpar e lubrificar os macaquinhos. É um trabalho que deve ser feito com cuidado e em cima de uma boa superfície limpa, como uma mesa forrada de jornal. Se quiser experimentar faça todos movimentos com calma e devagar.

Na lateral de toda roda livre há um anel rosqueado que pode ser solto ou com ferramenta apropriada ou com leves batidas em ambos buracos (olhe e entenderá). O sentido correto da rosca para soltar costuma ser o contrário do sentido que a roda gira livre. Depois de soltar o anel tome muito cuidado no ato de separar a engrenagem do resto. Ali há uma quantidade grande de pequenas esferas. Separadas as peças vai aparecer os macaquinhos e suas molas.

Limpe bem todas as peças. Conte o número de esferas, que sempre é par, e divida em dois. Coloque uma camada de graxa nos apoios das esferas e ai, com muito cuidado e delicadeza, coloque toda primeira metade das esferas no apoio (bacia) de baixo. Lubrifique os macaquinhos e monte na posição correta com as molas. Para encaixa a peça das engrenagens é necessário fechar os macaquinhos. Encaixada a peça que tem a engrenagem coloque a segunda metade das esferas e feche com o anel, rosqueando o suficiente para fazer um teste de funcionamento. Caso esteja em ordem, deslizando e travando bem, dê o aperto definitivo no anel.

diferença no comprimento das pernas: como pedalar

Nome: M

Mensagem: Tenho uma diferença grande de comprimento nas pernas e uma limitação de extensão de movimento na mais curta. É possível encontrar um pedivela mais curto para voltar a pedalar?

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M
boa noite

Conheci alguns ciclistas com diferenças de comprimento e limitação de movimento na perna ou braço. Em todos casos os ciclistas fizeram adaptações e voltaram ou mesmo começaram a pedalar. No Rio de Janeiro, no começo do mountain bike, conheci dois ciclistas (um deles se não me falha a memória era o simpático Alarico) que não tinham uma das pernas e competiam no mountain bike, e era duro acompanha-los. E no circuito de Montreal vi uma prova de ciclismo do campeonato norte americano para deficientes físicos e um dos competidores da speed mais forte não tem um braço e uma perna, em cruzado, braço direito e perna esquerda, se não me falha a memória. Eu definitivamente não chego nem perto da velocidade do sprint final que ele deu no pelotão de ponta. Só vendo para crer.

Vamos ao seu caso. O primeiro passo é saber ao certo qual o comprimento correto de pedivela para sua perna mais curta. A recomendação que faço é que esta medida seja estabelecida pelo seu médico, por um especialista em bike fit e um fisiologista, ou um especialista em biomecânica para pessoas especiais. Procurar a APAE ou algum hospital referência, talvez a Escola Paulista.

Em todos os casos de diferença de perna os ciclistas pegaram um pedivela normal de fábrica, com parede grossa, como alguns básicos modelos da Sugino, Shimano, Suntour,... e foram até um torneiro que fez a rosca para o pedal. Simples assim. Mas, volto, a questão é chegar no torneiro mecânico com a medida correta.

Precisando mais algo, escreva.