segunda-feira, 16 de julho de 2012

de novo: capacete é seguro?

CAPACETE DE CICLISTA – UMA VISÃO GERAL

Existem capacetes para ciclistas desde 1975. De início eram modelos derivados dos capacetes de motociclistas e visavam substituir os capacetes usados no ciclismo esportivo.

No entanto, pela necessidade de torná-los mais leves e arejados, adaptados a um modo de transporte que exige maiores esforços físicos que as motos, terminaram por se mostrar mais inseguros que os de motociclistas.

A necessidade de, além disso, dotar os capacetes de melhores condições de conforto, contribuiu para tornar os modelos mais recentes (soft shell) ainda mais inseguros que os antigos de estrutura rígida (hard shell).

De início buscava-se destacar as qualidades de eficiência dos capacetes e, apenas a partir dos anos 80, o apelo à proteção em acidentes passou a ser usado.

A função do capacete é absorver a energia do choque contra a cabeça do ciclista. Os técnicos referem-se à força com o conjunto caixa craniana/cérebro é acelerado/desacelerado a partir do choque.

O capacete é composto por duas partes:
O casco, feito com material de grande dureza e
O revestimento, formado por poliuretano expandido;
Desta forma cria-se um espaço retrátil entre o capacete e a cabeça do ciclista.

A energia do choque é absorvida pelo poliuretano que se contrai, evitando transferência de energia direta para o crânio do ciclista. No entanto, o capacete absorve a energia do choque apenas enquanto a camada de poliuretano é comprimida e a folga no capacete se contrai. Além deste ponto a energia remanescente é transmitida diretamente ao crânio do ciclista.

Em geral, o capacete quebra, não indicando no entanto, que proteção suficiente foi dada ao ciclista. É comum constatar-se que o capacete quebra antes que o poliuretano tenha alcançado seu limite de compressão. Nestes casos a proteção pode ter sido mínima.

No caso de impactos de alta intensidade, como no caso em que veículos motorizados estão envolvidos – a energia absorvida pelo capacete antes de quebrar é uma pequena parte da energia total a proteção oferecida pelo capacete pode ter sido mínima.

Em casos como esse a energia do impacto assume valores que esmagariam um capacete de Grand Prix.

(Lembrando os manuais de física: a quantidade de movimento é definida pelo produto da massa do corpo pela sua velocidade. Um carro de 1.500 kg a 70 km/h tem (mais ou menos) 29.170 kg.m/s, enquanto um ciclista a 5 km/h tem (ainda mais ou menos) 111 kg.m/s. Perguntem a qualquer estudante de cursinho o que significa, em um choque, esta diferença de quantidade de movimento entre um ciclista e um carro. Vs. vão entender a pataquada do repórter que disse que a diminuição da velocidade não reduz o número de acidentes).

Capacetes de ciclista oferecem melhores proteções em casos de quedas simples, em baixa velocidade, sem a participação de outros veículos.

(Já ouvi relatos de ciclistas de acidentes deste tipo, em que, realmente, o capacete protegeu o ciclista de um galo ou corte na cabeça)

Traumatismos cranianos são, em resumo, de dois tipos:
1.       Choque direto (aceleração linear), nos casos em que há um choque direto da cabeça contra um obstáculo. Cortes, hematomas e concussão são, em geral, as consequências destes acidentes. Em geral dolorosos, quase nunca tem efeitos a longo prazo.
2.       Choque rotacional (aceleração rotacional ou angular). Nem sempre envolve contatos diretos com a cabeça; provoca movimentos do cérebro em relação à caixa craniana, provocando lesões do tipo “diffuse axonal – DM) e hematomas subdurais – SDH. São lesões deste tipo que, nos acidentes rodoviários levam à morte ou a incapacidades intelectuais crônicas.

Capacetes podem oferecer proteção pela redução e difusão das forças em choques diretos, mas não são projetados para diminuir os ferimentos rotacionais. As pesquisas não demonstram que sejam eficientes na proteção deste tipo de ferimentos. Ao contrário, alguns médicos consideram que os capacetes de ciclistas podem tornar mais graves alguns acidentes, convertendo choques diretos em rotacionais.

Nota: este documento é um resumo do que pode ser visto em publicação do Bicycle Helmet Research Foundation sob o título Cycle Helmets – An overview.
O site da entidade é: www.cyclehelmets.org
Achei importante divulga-lo porque me fez ver que eu defendia um ponto de vista oposto ao deste estudo. Sempre achei que o capacete seria mais aconselhável a quem pedala em vias muito movimentadas onde velocidades altas são permitidas. Os autores deste trabalho dizem que é exatamente o contrário o que ocorre. O capacete, nestas vias pode piorar as condições de segurança dos ciclistas.
Acho que deveríamos convidar estudiosos deste equipamento para um próximo encontro de nossas tribos.
Reginaldo Paiva - ANTP
CAPACETE DE CICLISTA – UMA VISÃO GERAL
Existem capacetes para ciclistas desde 1975. De início eram modelos derivados dos capacetes de motociclistas e visavam substituir os capacetes usados no ciclismo esportivo.
No entanto, pela necessidade de torná-los mais leves e arejados, adaptados a um modo de transporte que exige maiores esforços físicos que as motos, terminaram por se mostrar mais inseguros que os de motociclistas.
A necessidade de, além disso, dotar os capacetes de melhores condições de conforto, contribuiu para tornar os modelos mais recentes (soft shell) ainda mais inseguros que os antigos de estrutura rígida (hard shell).
De início buscava-se destacar as qualidades de eficiência dos capacetes e, apenas a partir dos anos 80, o apelo à proteção em acidentes passou a ser usado.
A função do capacete é absorver a energia do choque contra a cabeça do ciclista. Os técnicos referem-se à força com o conjunto caixa craniana/cérebro é acelerado/desacelerado a partir do choque.
O capacete é composto por duas partes:
O casco, feito com material de grande dureza e
O revestimento, formado por poliuretano expandido;
Desta forma cria-se um espaço retrátil entre o capacete e a cabeça do ciclista.
A energia do choque é absorvida pelo poliuretano que se contrai, evitando transferência de energia direta para o crânio do ciclista. No entanto, o capacete absorve a energia do choque apenas enquanto a camada de poliuretano é comprimida e a folga no capacete se contrai. Além deste ponto a energia remanescente é transmitida diretamente ao crânio do ciclista.
Em geral, o capacete quebra, não indicando no entanto, que proteção suficiente foi dada ao ciclista. É comum constatar-se que o capacete quebra antes que o poliuretano tenha alcançado seu limite de compressão. Nestes casos a proteção pode ter sido mínima.
No caso de impactos de alta intensidade, como no caso em que veículos motorizados estão envolvidos – a energia absorvida pelo capacete antes de quebrar é uma pequena parte da energia total a proteção oferecida pelo capacete pode ter sido mínima.
Em casos como esse a energia do impacto assume valores que esmagariam um capacete de Grand Prix.
(Lembrando os manuais de física: a quantidade de movimento é definida pelo produto da massa do corpo pela sua velocidade. Um carro de 1.500 kg a 70 km/h tem (mais ou menos) 29.170 kg.m/s, enquanto um ciclista a 5 km/h tem (ainda mais ou menos) 111 kg.m/s. Perguntem a qualquer estudante de cursinho o que significa, em um choque, esta diferença de quantidade de movimento entre um ciclista e um carro. Vs. vão entender a pataquada do repórter que disse que a diminuição da velocidade não reduz o número de acidentes).
Capacetes de ciclista oferecem melhores proteções em casos de quedas simples, em baixa velocidade, sem a participação de outros veículos.
(Já ouvi relatos de ciclistas de acidentes deste tipo, em que, realmente, o capacete protegeu o ciclista de um galo ou corte na cabeça)
Traumatismos cranianos são, em resumo, de dois tipos:
1.       Choque direto (aceleração linear), nos casos em que há um choque direto da cabeça contra um obstáculo. Cortes, hematomas e concussão são, em geral, as consequências destes acidentes. Em geral dolorosos, quase nunca tem efeitos a longo prazo.
2.       Choque rotacional (aceleração rotacional ou angular). Nem sempre envolve contatos diretos com a cabeça; provoca movimentos do cérebro em relação à caixa craniana, provocando lesões do tipo “diffuse axonal – DM) e hematomas subdurais – SDH. São lesões deste tipo que, nos acidentes rodoviários levam à morte ou a incapacidades intelectuais crônicas.
Capacetes podem oferecer proteção pela redução e difusão das forças em choques diretos, mas não são projetados para diminuir os ferimentos rotacionais. As pesquisas não demonstram que sejam eficientes na proteção deste tipo de ferimentos. Ao contrário, alguns médicos consideram que os capacetes de ciclistas podem tornar mais graves alguns acidentes, convertendo choques diretos em rotacionais.
Só pode ser piada. Obviamente um capacete próprio para ciclistas deve ter resistências diferentes das de um capacete para motociclista. Física pura: velocidades diferentes, forças diferentes, resultantes diferentes. Não proteger a cabeça do motociclista do vento frio também.

O texto faz crer que os fabricantes de capacetes, largamente distribuídos no mercado americano, não tem um desenvolvimento extremamente cuidadoso. Ninguém tem dúvida que os americanos tem leis rígidas, judiciário impiedoso, e companhias de seguro que não querem perder um centavo, e uma população histérica com segurança. A situação é tal que naquele mercado o preço final do capacete tem embutido o custo do seguro. Não dá para colocar qualquer coisa no mercado.

Capacete não é só a casca de proteção aos impactos, mas todo o conjunto: casca, película protetora da casca (que tem função específica), formato, espumas internas, sistema de ajuste do capacete na nuca, fitas que prendem o capacete na cabeça, fivelas... Todas estas partes do capacete servem para que ele se ajuste da maneira mais adequada possível ao crâneo do ciclista de forma que ele permaneça na posição ideal em movimento e que numa eventual queda evite o máximo de lesões, seja na área da casca, seja pelas fitas ou qualquer elemento do capacete. O formato da casca tem desde a função de respiração até a de evitar um giro inadequado do pescoço do ciclista...

A técnica de construção do capacete de ciclista tem se refinado muito nestes últimos anos. Os fabricantes fazem seguidos testes e não raro estudam o que restou de capacetes danificados. Estes estudos, mais cálculos de física e simulação computadorizada foram definindo forma e função.

O princípio da deformidade usado em capacetes deve ser alguma coisa como a usada nos projetos de deformação de automóveis. De novo: física pura sobre desaceleração humana. O que vai definir a qualidade da segurança para o ciclista é a qualidade de fabricação do capacete. Tem muita gente que pensa que está comprando um capacete, e que capacete é tudo igual...

Infelizmente a questão é outra: capacete é bom para um determinado público que pedala com uma velocidade e agressividade muito grande, principalmente esportistas.

Em relação ao seu uso para modo de transporte não há mais dúvida que os usuários de capacetes são mais propensos a acidentes que os não usuários; e que o índice de ciclistas (modo de transporte)salvos pelo capacete é muitíssimo menor que o divulgado pelo lobby pró capacete. E a razão é fácil de explicar: os números divulgados pelo lobby são relativos ao uso esportivo. Dai eles dizerem que mais de 70% seriam salvos... blablabla... (quando estudos apontam próximos a 2% de salvos)

E nunca se esqueçam: em absolutamente toda cidade do mundo onde o capacete se tornou obrigatório o número de ciclistas diminuiu e o número de acidentados aumentou.

Aqui no Brasil, como em qualquer localidade tropical ou equatorial, capacete é recomendável como chapéu. De resto pouco vale.

Para terminar: os fanáticos por capacete são muito chatos. Isto basta para eu não querer usar. O resto é balela!

abraços

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Le Musée de la Moto et du Vélo Domazan - fotos















Le Musée de la Moto et du Vélo Domazan

Versões sobre a história da bicicleta

Falsificações em cima dos grandes mestres é uma situação mais comum do que possamos imaginar. Faz uns anos descobriu-se que alguns grandes mestres renascentistas foram copiados, ou falsificados, por Goya a título de estudo. Só perceberam a situação porque Goya criptografava uma assinatura em todas as pinturas. As pinturas eram tão perfeitas que passaram batido por séculos.

E há situações mais grosseiras, como parece ser o caso da bicicleta de Da Vinci

Não fiquei surpreso quando o Zé Lobo contou a história sobre a falsificação.  

 Eu credito a invenção da bicicleta ao Barão Von Drais pelo simples fato que sem a o sistema de direção, com a roda dianteira móvel, é praticamente impossível usar um veículo de duas rodas como a bicicleta. Se quiserem façam a experiência de travar a caixa de direção e depois tentem rodar uns metros equilibrados. É praticamente impossível.

Tenho uma pequena biblioteca sobre bicicletas e posso dizer que que há versões sobre os passos para o surgimento da bicicleta, e que todos passam tento pelo De Civrac, como Von Drais; porém em ais de um livro são apresentadas imagens de brinquedos de duas rodas como o que é dito invenção do De Civrac. Num livro espanhol é mostrado um vaso grego com um pintura. Há uma igreja inglesa com um vitral...

O fato é que as versões de quem fez o que são variáveis segundo a fonte e principalmente a nacionalidade. O francês sempre leva a história para ele, mesmo assim reconhece o alemão Von Drais.

Este nacionalismo fica jogo pesado quando se vai para a criação das primeiras bicicletas com pedais. Ai a história é confusa, cheia de fofocas, de tendências,, principalmente porque envolve uma disputa entre franceses e ingleses


A história sempre é tendenciosa. A versão mais comum costuma ser dos vencedores e a contra versão dos perdedores ou os que se sentem afetados pela versão oficial. É preciso sempre muito cuidado com que se lê ou ouve. A realidade costuma superar a ficção, literatura e até mesmo a história.

sábado, 9 de junho de 2012

Trocas de marchas


Uma das razões para o ressurgimento da bicicleta e o surgimento do mountain bike na década de 80, foi a criação de um sistema de troca de marchas de alta precisão e confiabilidade, o SIS da Shimano em 1984. Com este sistema mesmo os ciclistas menos habilitados conseguem usar o câmbio traseiro sem medo. Quem chegou a pedalar uma boa bicicleta com um sistema de câmbio Shimano GS (fim dos anos 80) sabe do imenso prazer do engate sequencial, preciso, silencioso e seguro. Antes, só com muita prática e atenção era possível trocar as marchas na sequência correta e manter a boa cadência do pedalar. Para quem vivenciou a época sabe o tamanho do salto de qualidade.
Fiz uma trilha outro dia com duas bicicletas, uma mountain bike aro 26 de 21 marchas que estava com problema no sistema de câmbio e não trocava precisamente as marchas, e outra com rodas 29 e um câmbio topo de linha de 20 marchas, 2 coroas na frente e 10 atrás, que funcionava precisamente. A diferença entre as duas obviamente é imensa, não só no esforço, mas no prazer e principalmente na segurança oferecida pela troca de marchas precisa. Um câmbio que não funciona bem é perigoso em qualquer ocasião, seja numa trilha, na cidade, ou na estrada.
A quantidade de pessoas que sofrem acidentes por causa de falha no sistema de marchas é muito grande. A transmissão da energia do ciclista para o chão tem que ser a melhor possível sempre, com ou sem marchas. Qualquer falha influencia diretamente no equilíbrio. Especialistas calculam que pelo menos 35% dos acidentes fatais com ciclistas são causados por falha mecânica da bicicleta, e que falha no sistema de transmissão é uma das principais causas. Morre muita gente porque a corrente escapou ou por que estava em marcha errada.  Falta de manutenção adequada, componentes gastos, e até mesmo comprar gato por lebre. Explico.
É um sistema de câmbio, portanto é um conjunto de peças e componentes que trabalham integradas dentro de um quadro de bicicleta com padrões específicos para fazer com que sistema realize a troca de marchas corretamente. Infelizmente a maioria pensa que basta o câmbio traseiro ser de boa qualidade para funcionar bem. O mercado está lotado de bicicletas lindas e com o câmbio traseiro de boa marca, mas de péssima qualidade. Como escapar da arapuca? Simples: faça um pequeno teste antes de decidir. E depois? Também simples: ao primeiro sinal de mal funcionamento da troca de marcha mande a bicicleta para a manutenção. Se o sistema for de boa qualidade provavelmente uma boa limpeza resolverá tudo. E uma dica muito importante: troque a corrente antes do fim da vida útil dela. Assim você preserva as coroas, que é o mais caro.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Como é fabricada uma bicicleta

Veja este vídeo -
http://vimeo.com/39401575
 - que mostra como era fabricada uma bicicleta inglesa lá pela década de 40. Os processos industriais mudaram muito, mas o conceito básico de fabricação continua praticamente o mesmo.

desenho de quadro moderno e clássico

Todas as bikes estão sendo fabricadas com o tubo que sobe do movimento central cada vez menores, e o canote do banco, cada vez maiores, antigamente o tubo que vai do canote ao garfo era quase que paralelo ao chão, e hoje este tubo é quase na mesma reta do eixo traseiro.
Minha duvida é como medir um tubo que esta diminuindo a cada modelo,
quando se vai comprar um quadro, o vendedor fala que aquele que estou perguntando é 20, todos são 20, pra vender, é tudo 20...

grato pela atenção
Y – 1,86m






boa noite 
Dá uma olhada em nossa página - http://www.escoladebicicleta.com.br/medidaseuso.html - que tem uma tabela de medidas. Mas posso adiantar que você deve usar entre uma 21 e 22. Tem que sentar na bicicleta para ver corretamente. No link acima tem a explicação sobre como se mede qualquer bicicleta

Houve uma mudança de geometria dos anos 90 para agora, mas no geral as bicicletas ficaram mais curtas e mais altas. Abaixar o tubo superior, portanto diminuir o comprimento do tubo de selim, deve-se simplesmente ao fato que ficou claro para todas as marcas que este desenho dá mais "espaço de trabalho" para o ciclista, o que é muito bom. Não sei se você já teve a desagradável experiência de aterrizar com as bolas no tubo superior, o que é horrível.

O que importa é onde está o selim em relação aos pedais, e o guidão em relação ao selim, e como é guardada esta relação para cada tamanho de bicicleta, que deve respeitar a altura do usuário. E para que uso a bicicleta foi projetada. O mercado hoje trabalha com pelo menos 5 categorias básicas de ciclistas: urbano (tipo europeu, ciclista em pé), sport confort, mountain bike urbana, iniciantes no esporte e esportistas. O que varia é a posição final do ciclista na bicicleta, quando mais tranquilo o pedalar mais em pé; quanto mais esportiva mais agressiva, mais "jogada para frente". Como o fabricante define a forma do desenho do quadro da bicicleta é outra história, que envolve desde razões de mercado, até razões técnicas. Lá fora alguns fabricantes estão revivendo os desenhos clássicos.

Em bicicletarias sérias o vendedor vai mostrar, com uma trena, o tamanho da bicicleta, caso a bicicleta não venha com selo indicando o tamanho correto. E se o pessoal for sério mesmo, o primeiro passo será tirar as medidas do comprador para indicar as bicicletas mais apropriadas. Se o cliente ainda tiver dúvida, ele abrirá o site oficial da marca e mostrará como o fabricante define os tamanhos, o que pode ter pequenas variações de marca para marca. Se a marca não tem um documento técnico confiável sobre a bicicleta esqueça. Picaretagem há de montes, principalmente nas básicas.

Se você foi numa bicicletaria onde tudo era tamanho 20, eu recomendo que nesta você não volte mais. Uma bicicletaria séria terá condição de pedir para o distribuidor a bicicleta própria para você e provavelmente em bem menos de uma semana ela estará montada e ajustada para você fazer um pequeno teste.
Enfim, preocupe-se menos com o desenho do quadro e mais com a seriedade da bicicletaria. Aliás, por lei você tem uma semana para devolver.

Arturo Alcorta
Escola de Bicicleta
www.escoladebicicleta.com.br