segunda-feira, 18 de maio de 2026

Erro grosseiro na educação para a segurança no trânsito

 

O discurso publicado aqui está correto, não tenham dúvidas. Mas faz décadas que é repetido e os resultados são pifios, a prova disto está no número absurdo de acidentes e fatalidades que temos no Brasil. Então, o que não está funcionando? Simples, óbvio: esqueceram ou nunca se deram conta do público para quem falam. Há uma falha de comunicação, eu direi inaceitável. Se faz aquele decrépito erro de colocar uma sumidade na lousa de uma classe de adolescentes. A aula será brilhante, mas absolutamente inócua para os estudantes. Isto se não resultar em aviãozinhos e bolas de papel voando em meio a risinhos e comentários jocosos. Quem já deu aula, quem já trabalhou com pessoas com alguma deficiência, e incluo aqui os superdotados com sua dificuldade de comunicação, quem já ensinou traumatizados, sabe que a pedagogia é outra, é muito específica. Mingau quente se come pelas bordas. Qual é o ponto crítico? Como abordá-lo? Qual o próximo passo? Quando se deve ir para perenizar o próximo ensinamento? Quando e por que é recomendável dar um passo atrás? Falar em equipamentos de segurança para uma população que sequer tem dinheiro para manter os freios e as luzes funcionando corretamente é dar um tiro no pé. Que tal descobrir qual a principal razão de acidentes e trabalhar só nela? Que tal ganhar confiança deste grande público de motociclistas (e incluo ciclistas)? A melhor regra de comunicação é aquela onde você sabe para quem vai falar em primeiro lugar, para só então falar o que o outro consegue entender. O contrário é um desastre. Nossos P.A.s, Pronto Atendimentos, que o digam.

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