Olho para trás, ainda longe vêm a milhão um grandão pedalando forte uma speed com uma menina numa triathlon bem colada na roda. Na minha frente, uns 10 metros, seguem dois ciclistas lado a lado pedalando tranquilos numa velocidade boa, uns 20 km/h ou mais. Na outra mão da ciclovia vem um pelotão medio, uns dez, rápido, com dois em paralelo puxando. Tiro o olho do pelotão que vem, vejo aomeu lado o grandão que estava lá atrás passando por mim a milhão, com a menina cabeça baixa na roda já quase na contramão. Uau! E para ultrapassar os dois que estão na minha frente conversando, o sujeito com a menina colada simplesmente foi para o meio da contramão, de frente para o pelotão que vem. Eu gelei. Não coliriram, mas o ciclista que puxava o pelotão pelo lado de dentro da ciclovia simplesmente não conseguiu acreditar no que tinha acontecido. Eu menos ainda.
Bom, e daí, e se tivesse acontecido a colisão frontal, e numa ciclovia, como seria julgado pela justiça? Um passo atrás, como seria feito o B.O., se é que seria feito? Seria julgado? Duvido chegasse a um julgamento, mesmo que tivesse saído de lá gente bem machucada. E duvido mais ainda que o idiota seria condenado.
Tenho notícias de uma quantidade sensível de ocorrências que simplesmente não dão em nada, a não ser fofoca entre amigos.
A ciclovia do rio Pinheiros tem um sistema de atendimento e socorro que funciona. Mas e o que mais? Provavelmente eles tem tabulado incidentes, acidentes, e ocorrências, o que concessionárias costumam ter bem feito. Mas e a parte legal? Perante a lei, o CTB, como fica no caso de um acidente? Como fica em qualquer ciclovia?
Ciclistas irresponsáveis, como o que vi e descrevi aqui, deveriam ter um freio na lei, mas não tem têm.
Ciclistas, os comuns, os cidadãos de boa fé, que dizem se preocupar com sua (própria) segurança, têm que pressionar para que os 'deslises' dos engraçadinhos tenham um basta. A bem da verdade, não só no pedal.
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