terça-feira, 26 de abril de 2011

física aplicada em quadros de bicicleta

Nome: P E S
Cidade: A
UF: SC
Mensagem: Olá, Sou aluno do IFSC - A e estou fazendo um trabalho sobre os esforços que uma bicicleta pode suportar e aonde são aplicado estes esforços. Vocês têm algum material técnico sobre o assunto.
Att. P

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P E
bom dia
Creio que dos livros que vi e li sobre bicicleta este seja o mais completo. Ele tem todas as fórmulas. Compra na Amazon.com que chega direitinho na sua casa
Biclycles & Tricycles - An elementary treatise on their design and construction
autor: Archibald Sharp
editora: The MIT Press
ano:1989
resumo: Livro técnico voltado para as questões da ciência física que envolve a construção de uma bicicleta. Contém equações matemáticas e outras.

Tenta encontrar algo dentro da bíblia da bicicleta - http://www.sheldonbrown.com/ - onde sabendo buscar....
Arturo Alcorta
Escola de Bicicleta
www.escoladebicicleta.com.br

quarta-feira, 20 de abril de 2011

comprar bici nos USA

Nome: V P
UF: RJ
Mensagem: Estou viajando para EUA e pretendo comprar uma road bike lá. Tenho pesquisado algumas opções e minha duvida é com relação ao tamanho da bicicleta.
Me interessei por três modelos
1)Triace 24-Speed Aluminum Road Bike
Product in Inches (L x W x H): 65.35 x 16.93 x 41.73
2)Schwinn Drop Bar Road Prelude Bike
3)Cycle Force Tour de France Stage One Elite 55cm Road Bicycle
Product in Inches (L x W x H): 53.0 x 27.0 x 7.0
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V
bom dia

Eu não agiria da forma como está pensando. O mercado americano de bicicletas é muito maior e abrangente que o nosso e as coisas acontecem de forma bem diferente.
  • não restrinja as opções ao que você vê à distância.
  • se possível compre uma bicicleta com geometria própria para mulheres. O mesmo para a forma do guidão e selim
  • procure na internet bicicletarias que façam um "bike fit" respeitado - aqui e lá. Se possível faça um aqui no Brasil antes de ir. Descubra seu tamanho de bicicleta correto (o que tem que ser feito pessoalmente) e medidas de ajuste fino da bicicleta: largura de guidão, tamanho e ângulo de avanço, selim adequado. Se quem fizer o bike fit for bom mesmo também será definido uma geometria mais adequada: qual é o seu perfil como ciclista.
  • descubra quais são as bicicletarias próximas de onde você vai, na cidade e no entorno. Procure saber, se possível, qual o conceito delas no mercado.
  • nos Estados Unidos há grandes bicicletarias que entregam a bicicleta no hotel onde você irá ficar. E esta entrega normalmente é perfeita. A vantagem é que, se tiver certeza absoluta do que quer, você pode comprar a distância sem problema
  • todas as vezes que fui para lá encontrei ofertas de bicicletas que valiam a pena. Dou um exemplo: a Specialized M2, considerada a bicicleta do ano então, teve uma edição em cor azul calcinha que encalhou e que por isto foi ofertada por menos da metade. Vale a pena? Lógico que sim.  Opa! E como. Viva o azul calcinha!  
  • as bicicletarias americanas permitem que se faça teste
  • há marcas e modelos que praticamente desconhecemos aqui no Brasil e que valem a pena serem avaliados
Ou seja, o ideal é pensar mais aberto que só duas ou três bicicletas.
Estou copiando um amigo, que se estiver no Brasil, provavelmente vai ajudá-la.

boa viagem
boa sorte
boa compra

Arturo Alcorta
Escola de Bicicleta
www.escoladebicicleta.com.br

sexta-feira, 8 de abril de 2011

bicicletas fabricadas no Brasil - materia O Globo


Cara Sueli, segue mais uma informação para o seu trabalho na faculdade.
Esta é uma matéria publicada no jornal O Globo.
Tomara que ajude.
Abraços,
Osmar Silva
Luanda Editores
Revista Cyclomagazine

SÃO PAULO. A centenária Caloi sempre foi sinônimo de bicicleta no Brasil. Quem não se lembra do bordão “Não esqueça a minha Caloi”, que embalou os sonhos das crianças entre os anos 70 e 90? Mas esse reinado parece ameaçado por uma novata: fundada há apenas dez anos, a Houston vai fechar 2010 com 800 mil unidades produzidas em Teresina, no Piauí, igualando a marca da concorrente. Enquanto a Caloi declara que a sua produção avançou 14,3% em relação a 2009, a da Houston exibe crescimento de 23%. Em termos de faturamento, a Caloi ainda lidera com folga — R$210 milhões, contra R$125 milhões.

Ainda pouco conhecida no Sudeste, a Houston deve seu crescimento em parte ao enfraquecimento da concorrência. Em crise desde 2006, a Sundown cortou drasticamente a produção de bicicletas desde meados deste ano, enquanto a Monark reduziu sua linha para apenas cinco modelos (contra mais de 40 da Houston e 60 da Caloi). O mercado informal, que chegou a responder por metade da produção, também dá sinais de queda.

O grande salto da Houston para deixar de ser uma marca relevante apenas no Norte e no Nordeste foi resultado de investimentos em marketing, que somaram R$10 milhões este ano — o dobro de cinco anos atrás. Boa parte foi para merchandising na novela “Passione”, da TV Globo. Em uma delas, a empresária do ramo de bicicletas Bete Gouvêa, personagem de Fernanda Montenegro, comemora sua parceria com “a maravilhosa Houston”.

— O universo conspirou a nosso favor — diz o presidente da empresa, João Claudino Jr., formado em administração e economia nos EUA, e o quarto de cinco filhos do empresário João Claudino, que comanda um grupo que atua em setores como vestuário, shopping e fabricação de carrocerias e caçambas.

Caloi e Houston disputam um mercado que deve atingir uma produção total de 5,7 milhões de unidades este ano, 400 mil a mais que em 2009. A previsão da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) é atingir 6,3 milhões em 2012, número que deixaria o Brasil em quinto entre os maiores mercados consumidores de bicicletas, atrás de China, com 27,6 milhões de unidades vendidas por ano, EUA, Índia e Japão. De acordo com estimativas do Ministério das Cidades, cerca de 60 milhões de “magrelas” rodam hoje pelo país (uma para cada três habitantes), duas vezes mais que o número de carros (cerca de 30 milhões).

Caloi faz investida na China e abre escritório em Xangai

Apostando na ampliação desse mercado, as duas empresas fazem seus planos. Além da verba de marketing, a Houston investiu mais R$8 milhões neste ano na ampliação do seu parque industrial, em Teresina, cuja capacidade instalada deverá passar das atuais 900 mil unidades por ano para 1,1 milhão a partir de fevereiro. Também vai desembolsar R$25 milhões na construção de uma segunda fábrica. Com início de produção previsto para 2012, vai ficar em Manaus, aproveitando as isenções tributárias concedidas.

A Caloi não parece disposta a cruzar os braços diante do avanço da concorrente. Só este ano, gastou R$10 milhões em ações de marketing e desenvolvimento de produtos. Além disso, deu início a um plano de investimento de R$30 milhões para modernização e expansão de capacidade de suas duas fábricas (uma na paulista Atibaia e a outra em Manaus). A meta é produzir um milhão de bicicletas em 2011, para uma capacidade instalada de três milhões. Fundada em 1898, a companhia também está prestes a fincar sua bandeira em Xangai. Em janeiro, a Caloi abrirá escritório na cidade chinesa, para estreitar relações com fornecedores locais.

Jornal: O GLOBO          Autor: 
Editoria: Economia     Tamanho: 646 palavras
Edição: 1         Página: 48
Coluna:            Seção:
Caderno: Primeiro Caderno  
© 2001 Todos os direitos reservados à Agência O Globo


terça-feira, 29 de março de 2011

Nome: D J
Cidade: São Paulo
UF: SP
Mensagem: Utilizo a bike para ir ao trabalho todos os dias da semana, às 12h30 e 22h. Sempre pedalo procurando ficar mais à direita na rua e avenidas, mas quando estou na Paulista (e outras avenidas que tem faixa exclusiva de ônibus) fico na dúvida se devo permanecer na faixa de ônibus ou se devo me deslocar e permanecer na primeira faixa dos carros, aquela mais próxima da dos ônibus.

O que recomendam?
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D
boa tarde

Sempre que possível evite pedalar em avenidas ou vias de trânsito muito intenso. Não pense a cidade como um motorista. Olhe e descubra a cidade como um ciclista.

Pedalar na av. Paulista é uma experiência diferente porque não há muita alternativa. As ruas paralelas estão muito saturadas, a calçada não deve ser usada por uma questão de respeito ao pedestre..., os ônibus
Então o que fazer? Vamos lá:
  • dependendo do horário e o sentido que se vá a Paulista é mais fácil de pedalar, mas normalmente o trânsito é muito pesado e desagradável ou ruim para o ciclista. Dependendo de sua origem e destino final é melhor descer para os jardins e voltar a subir. Pode até ser mais rápido Se seu trajeto é inteiro no topo da montanha, não há outra solução a não ser cruzar a Paulista. De qualquer forma pense se não há outro trajeto que não seja o mesmo do carro, um vício comum entre ciclistas.
  • dependendo do sentido você acompanha o trânsito com mais facilidade. Do Paraíso para a Consolação é uma leve descida e é mais fácil ir com o trânsito, mais fácil acelerar, portanto menos conflituoso. No sentido contrário, Consolação - Paraíso, o negócio é usar as pernas.
  • onde pedalar, na faixa do ônibus ou fora? Há uma regra que diz que o motorista vai ser gentil na primeira vez que te ultrapassa; na segunda ele já não vai ser muito gentil, e na terceira ele já começa a ficar (ou está) bravo. Enfim, em qualquer situação nunca fique disputando espaço com um motorista de ônibus. Se for inevitável ir no trajeto dos ônibus vai deixando eles passar. Se você tratar bem o motorista ele irá tratar bem você.
  • Voltando á Paulista: Se o trânsito estiver pesado vai fora da faixa do ônibus. Se estiver mais espaçado, solto e rápido, vai dentro.
  • não pedale muito encostado à direita. Em algumas situações é muito mais seguro você mostrar para o motorista qual é seu pedaço de rua. Se você encostar demais no meio fio ou a direita vai sinalizar para os motoristas passarem. Se você está mais ou menos na velocidade do trânsito faça o carro ficar atrás.
  • sempre sinalize seus movimentos com a mão direita. Comunique-se que sua vida de ciclista será muito melhor.


Repito: sempre que possível evite avenidas ou convívio com veículos grandes: ônibus, caminhões, vans...

Arturo Alcorta
Escola de Bicicleta
www.escoladebicicleta.com.br

Números do setor industrial da bicicleta no Brasil

Nome: S
Cidade: Guarulhos
UF: SP
Mensagem: Bom dia,

Estou pesquisando informações sobre bicicletas, peças, empresas enfim tudo que possa envolver bicicletas e sempre que coloco algum assunto aparece o site de vocês então gostaria de pedir um grande favor informações atualizadas sobre o mercado brasileiro de bicicletas.

Estou fazendo um trabalho na faculdade e gostaria de saber maiores informações como por exemplo a posição do Brasil no Ranking mundial, maiores montadoras de bicicletas e sua posição no mercado brasileiro, quantidade de produção anual em 2010 e previsão para 2011, porcentagem de mercado que as grandes montadoras tem, quem são os maiores produtores de peças, quadros, acessórios para bicicletas, enfim tudo que estiver disponível.

Não sei se vocês tem essas informações, caso não tenham e tiverem como me informar onde posso encontrar agradeço, já mandei e-mail para ABRADIBI, ABRACICLO, IPB, mas ninguém me respondeu, por isso pensei que talvez vocês pudessem me ajudar.

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S
bom dia

Entre em contato com http://www.guiacyclomagazine.com.br/index.asp e com http://www.revistabicycle.com.br/ . Eles são os mais atualizados do mercado

O que posso dizer é que o Brasil é um dos maiores produtores de bicicleta do mundo, entre os 5, e mesmo assim não é "global player". A razão principal é a qualidade de nosso produto que é muito baixa. Infelizmente não há uma política nacional para o setor, coisa que venho pedindo há décadas sem resposta. A estruturação da industria da bicicleta é fator crucial para que a bicicleta venha a fazer parte de fato do sistema de transporte sustentável que todos sonhamos. Com baixa qualidade continuaremos com os números vergonhosos que temos hoje: calcula-se que pelo menos 35% das mortes com ciclistas são causadas por falha mecânica da bicicleta. Isto sem falar no alto índice de trocas de peças, portanto lixo, portanto danos ambientais causados pela bicicleta. Bicicleta, como está no Brasil, é um veículo poluidor. Triste

Eu não tenho números atualizados, só faço uma noção da situação.

Arturo Alcorta
Escola de Bicicleta
www.escoladebicicleta.com.br

bicicleta andando para o lado

Nome: E S
Cidade: Curitiba
UF: PR
Mensagem: Minha bicicleta tá puxando o guidão para a direita, tanto quase parada quanto andando.
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E
bom dia

Desculpe a demora na resposta.
Há uma forma de ver se a bicicleta está desalinhada. Olhe a bicicleta por cima, com os dois tubos do triangulo dianteiro alinhados, como numa mira. Se uma das rodas estiver fora da mira, com um lado aparecendo mais que o outro, é porque ela está fora do alinhamento. Se o alinhamento estiver perfeito você só vai enxergar o pneu.
Mesmo com esta técnica siga estes procedimentos abaixo:
  1. Verifique também se a centragem das duas rodas está bem feita. Uma roda alinhada fora do centro do cubo deixa a bicicleta andando de lado. Para saber como está o alinhamento inverta a posição da roda no quadro e no garfo. O normal é que invertendo a roda os espaço entre pneu e quadro ou garfo se mantenha igual dos dois lados. Se a roda estiver fora de centro a diferença vai passar de um lado para o outro
  2. rodas colocadas desalinhadas no quadro e garfo é outra razão para a bicicleta andar torta.
  3. garfo desalinhado costuma ser a razão principal. E pelo que você diz parece ser o problema. Se for o caso verifique se não há nenhuma trinca ou amassado. Se houver troque o garfo por um novo. Se for um garfo simples, barato, troque por novo de melhor qualidade. A quebra de um garfo causa um acidente gravíssimo
Arturo Alcorta
Escola de Bicicleta
www.escoladebicicleta.com.br


segunda-feira, 28 de março de 2011

entrevista - O futuro da bicicleta no Brasil

- O uso de bicicletas como meio de transporte vem crescendo ou decrescendo no Brasil? Quais fatores vêm determinando essa tendência?
Por razões estranhas à nossa vontade e aos interesses do país o IBGE não vem levantando questão das bicicletas no Brasil, mesmo assim os números relativos a vendas de bicicletas e acessórios e os disponíveis em várias cidades mostra que o número de ciclistas está crescendo, principalmente em cidades onde o transporte de massa vem apresentando uma piora na qualidade do serviço, preço alto, falta de pontualidade e ou lentidão. Com relação ao aumento de interesse da classe média pela bicicleta não só para lazer, mas também no seu uso como modo de transporte, a razão principal são os congestionamentos a cada dia mais intensos e a busca da recuperação da qualidade de vida, em constante degradação.

- Como as bicicletas poderiam ajudar a resolver problemas de mobilidade urbana? 
De várias formas. Quando se olha com atenção e interesse os números produzidos pelo uso intensivo da bicicleta em qualquer cidade, em qualquer parte do mundo, fica claro que pedalar causa mudanças não só na vida do ciclista, como também na comunidade por onde ela transita, principalmente no interno dos bairros.
Bicicleta é coisa de país rico, social e economicamente equilibrado, com os melhores índices de IDH do planeta, com as melhores cidades para se viver. Países Baixos e Nórdicos há muito têm a bicicleta como política de estado porque conhecem bem os benefícios que a bicicleta traz. Bicicleta ajuda muito na transformação social e urbana.
No caso de localidades de baixo IDH e mesmo onde a pobreza impera, a bicicleta oferece ao individuo liberdade de mobilidade pessoal, de trabalho, para os estudos, para compras...
Bicicleta usa pouco espaço público, que hoje é escasso, se move numa escala humana, fortalece os vínculos sociais; fortalece o comércio de bairro, o que gera empregos; diminui a violência; melhora o relacionamento familiar, o rendimento escolar dos filhos, o rendimento dos pais no trabalho... Em bairros mais abastados a bicicleta serve para acalmar o trânsito, portanto humanizar, o que melhora muito a condição para pedestres, pessoas com deficiência, crianças, idosos, enfim, para todos (dados Comunidade Européia; ASCOBIKE - bicicletário CPTM Mauá, SP)

- A indústria automobilística vem comemorando recordes em cima de recordes de vendas. Como estimular o uso de bicicletas nesse cenário que parece estimular apenas a venda de carros?
Que Brasil novo se vai construir com estes recordes de vendas da indústria automobilística? A indústria automobilística está dando tiros no pé e não se dá conta. A bicicleta não precisa de estímulo para crescer porque o erro crasso da política desta última década, com seu populismo voltado à venda de carros, está rapidamente transformando a vida do próprio motorista um tormento. Não houve e não há uma política voltada ao transporte de massa, a organização da função de cada modo de transporte, das mobilidades. Holanda tem um alto percentual de veículos por habitante, mas a questão das mobilidades está bem equacionada. O mesmo em qualquer cidade ou país onde a população sabe o que é uma cidade e porque e para que serve cada transporte.  
O que está acontecendo aqui em São Paulo é sintomático. Cada dia mais e mais ciclistas saem às ruas até porque descobriram que carro parado em congestionamento não atropela. Em horário de pico a eficiência da bicicleta chega a ser assustadora quando comparada a do carro. A velocidade de um ciclista médio é de 17km/h, independente do trânsito. Num carro ninguém mais sabe se vai demorar 5 ou 50 minutos numa viagem.

- Oferecer equipamentos como ciclovias é o primeiro passo para estimular o uso de bicicletas para meio de transporte? O que mais é necessário?
Ciclovias não necessariamente são seguras para o ciclista. Ciclovias, quando mal projetadas causam acidentes, o que é muito mais comum que se possa imaginar. É difícil sair números a respeito porque normalmente a ciclovia é desejo político e o conceito ainda é muito bem visto pela população em geral.
O que é necessário é muito mais que uma ciclovia. Antes de qualquer coisa é necessário inteligência no olhar para a cidade, entender o que acontece com neutralidade e respeito por todos, ciclistas, motoristas, motociclistas, principalmente pedestres e pessoas com deficiência. É preciso conhecer a bicicleta em si, o ciclista médio, a massa de ciclistas da demanda reprimida; o meio da bicicleta, sua realidade, o serviço que ao ciclista é oferecido; as distorções, as causas destas. É necessário não ter uma visão obtusa e entender que o ciclista está inserido num todo, urbano e humano. Não se pode pender para um lado, o que é fato freqüente. Não se pode fazer projeto de prancheta. Não se pode ter medo de inovar, de arriscar, de buscar soluções, de contrariar, de sonhar com um futuro melhor. Um sistema cicloviário, que é a forma de se colocar a questão da bicicleta em qualquer cidade, tem que incluir toda e qualquer técnica que ajude na melhora do conforto, segurança e prazer do ciclista, de forma a refletir na melhora da qualidade de vida de todos.