sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Ainda sobre os anúncios de bicicleta no jornal O Estado de São Paulo

mensagem:
Que coleção de anúncios fantástica! Me chama a atenção que não tem nenhum anuncio de bicicleta de fabricação norte-americana. Também, para te lembrar que o senhor Honda começou o seu atual império, fabricando motores para acoplar em bicicletas!!!
A. A.

As bicicletas americanas, a partir da década de 20 e principalmente entre os anos 50 e 90, foram muito voltadas para o lazer e esporte, ou conceito juvenil. Europeu sempre usou a bicicleta para transporte e a imigração no Brasil foi essencialmente europeia. É grande a quantidade de bicicletas inglesas, francesas, alemãs e italianas das décadas de 40, 50 e 60 que ainda rodam por ai, principalmente em cidades de interior do sul. Hoje com esta moda de bicicletas está havendo um rapa, quase um arrastão nas bicicletas antigas espalhadas pelo Brasil. Infelizmente muitas estão sendo reformadas e estão perdendo suas características e charme original.
Nunca vi um destes motores do Honda aqui no Brasil. O Museu da Bicicleta de Joinville tem alguns motores para bicicleta raros até, mas não me lembro de um Honda.
 
abraço
Arturo

 




quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

joelhos e fixas

Acabei de encontrar uma jovem amiga, lá pelos 20 e tantos anos, a quem já tinha avisado sobre os perigos de pedalar com fixa. Não deu outra, hoje ela me encontrou e contou rindo e meio sem jeito que vai ter que abandonar a fixa. O joelho está com uma tendinite crônica e o ortopedista pediu que ela só pedale bicicletas com marchas, "muitas marchas...". E olha que ela é bem leve; com sobrepeso é muito pior. Ela teve muita sorte; tem muita gente que acaba com lesões bem mais graves. 
É triste que o pessoal que sofreu lesões tenha vergonha de dizer em público que fez besteira; afinal é chique pedalar fixa, "coisa de quem sabe pedalar" como argumentou um outro jovem amigo. Quanta besteira!
Fixas são lindas, limpas, esteticamente a essência, mas forçam demais as articulações das pernas, principalmente joelhos. Quem já foi ciclista de pista, recebeu treinamento específico e competiu com fixa, e é sério, consciente, acha uma loucura esta moda das fixas. 
O perigo das fixas vai muito além das lesões, mas o que adianta falar? Mesmo assim faço questão de lembrar que você vai envelhecer e ai vai vir a conta de pedalar errado. A conta de uma fixa provavelmente vai ser bem mais alta. Seja consciente. 

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Chegar seco e limpo na chuva

Nome: Jo
Mensagem: dá para chegar em casa sem respingos na camiseta? Ou preciso de para-lama?

Jo, boa tarde
Dá. Basta não pedalar a milhão...
Vamos lá, com calma. Vai depender do desenho do pneu que você está usando. Há pneus que escoam bem a água e quase não espirram água. Basta que estejam rodando no sentido de rotação indicado na banda de rodagem. Pneus lisos também levantam menos água que os de cravos ou biscoitos, os campeões do chafariz.
Tem gente que diz que no molhado é melhor pedalar com pneus com biscoitos próprios para mountain bike. Não é bem assim por que as velocidades são baixas. Neste caso quanto maior a área de contato maior a aderência. Faz alguma diferença ter biscoitos? Pode até melhorar, mas a questão principal é o ciclista tomar cuidado onde apoia o pneu: em tampa de bueiro, pedra, paralelepípedo ou pintura de asfalto qualquer pneu perde aderência. O que realmente faz diferença na aderência é a qualidade da borracha do pneu, talvez até mais que o desenho da banda de rodagem. Aliás, não só no molhado. Tive uns pneus de bicicleta de estrada, creio que 700 X 23, que tinham uma aderência impressionante mesmo no molhado, maior até que de outros no seco. A qualidade faz a diferença – sempre.
Enfim, sem para-lama, querendo chegar seco ou sem respingos em casa o segredo é pedalar na velocidade que o pneu não levante água.
Para-lamas:
Bicicleta não é moto. As velocidades são bem mais baixas, não há um motor e tanque de gasolina parando a água da roda dianteira, nem o vento que impede que a o esguicho d’água da roda traseira chegue até suas costas. O para-lama para bicicleta não pode ter um desenho inspirado no de motos por que não funciona. O para-lama correto para bicicleta cobre quase 2/3 dos pneus da bicicleta. É relativamente fácil encontrar o par de para-lamas que cobre bem a roda traseira, mas deixa a frente da roda dianteira com o pneu exposto. Se pedalar muito forte a água do pneu dianteiro vai subir e espirrar na sua cara, portanto e de novo, oi segredo é ir mais devagar.

Como dica para melhorar o problema do esguicho d’água use pedaços de câmara nas pontas do para-lama dianteiro e na traseira do para-lama traseiro. É uma besteirinha que bem feita funciona muito bem.

domingo, 5 de outubro de 2014

clássicas de NY

década de 60




final da década de 70 com cubo de três marchas e alavanca de câmbio




provavelmente década de 50


década de 80 com peças preciosas. Olhe a delicadeza do pedivela


Schwinn, década de 50. Absurdo estar largada meio da rua