domingo, 3 de julho de 2011

Música sobre a vida do ciclista

Nome: Cesar
Idade: 33
Altura: 1,8
Cidade: Naviraí
UF: mS
replyto: cesarbulhoes@gmail.com
Mensagem: Olá! Compus essa música que fala sobre a vida de ciclistas. Curtam e se puder divulguem. Obrigado!

-----------------------------------------------------------------
Cesar
bom dia

Estou enviando sua música para um bom público. Vamos ver o que acham. Eu gostei, mesmo que não concorde com trechos da letra.

abraço
Arturo

transportar num rack e riscos no quadro

Nome: G A
Mensagem: No dia dos namorados arrisquei transportar duas bikes num rack traseiro, que fixa  no porta mala. Depois de transportar vi que minha bike sofreu uns cortes nos adesivos.
Pesquisando pela internet vi um cara que resolveu o problema do atrito entre as bikes com macarrão de piscina, no qual ele fez um furo para encaixar no rack.
Você considera esse um bom improviso? Tem outra sugestão? E sobre proteger de chuvas na estrada com plástico?
-----------------------------------------------------------------
G
O rack que você tem é bem básico e não fixa as bicicletas em posição que uma não toque na outra. Dá para resolver. Creio que você vá encontrar algumas soluções indo até uma casa especializada em borrachas. Lá você irá encontrar borrachas e espumas em várias formas. Ai será só pensar bem qual a melhor solução para seu caso. A outra questão é posicionar pedais ou pedivelas de forma a que amarrando um ao outro os quadros das bicicletas fiquem separados.
Só alguns racks externos extremamente caros e sofisticados protegem completamente a bicicleta do tempo e poeira. Nem creio que continuem fabricando estes racks.
Eu não embrulharia as bicicletas porque vai criar um arrastro aerodinâmico grande e ainda você correrá o risco de que a lona plástica se solte e voe pela pista, o que é um perigo sem tamanho para os outros.
Cobertor só funciona bem com a bicicleta dentro do carro, o que eu considero a forma mais adequada de transportar qualquer bicicleta.

Arturo Alcorta
Escola de Bicicleta
http://www.escoladebicicleta.com.br/

sábado, 2 de julho de 2011

A ciclista de domingo e o comentário da médica

Olá Arturo,

Sou deficiente auditiva.
Faz pouco tempo, experimentei andar de bicicleta na Ciclo Faixa de Domingo. Foi um dia que fiquei feliz! Por que vi que é possível andar sossegada com o meu ritmo, sempre perto da calçada, para poder deixar os outros passarem. Fui até o parque do povo e voltei bem. A única coisa foi a subida. Ainda não peguei direito o jeito em trocar as marchas. Foi o dia que eu senti livre e uma criança...
Bom, outro dia fui consultar com a minha médica e contei para ela que fiquei feliz por andar de bicicleta. Ela me respondeu que é muito perigoso! Ela falou que tinha amigos acidentados, que o brasileiro é mal educado... Isso é verdade, mas não vou desistir. No domingo que vem vou andar de novo. 
Fico esperançosa que essa consciência seja cada vez mais positiva, que São Paulo possa ter mais respeito aos pedestres e aos que estão andando de bicicleta. Precisamos pôr um movimento de consciência séria, debater mais. Que os projetos sejam para sempre... Acredito profundamente.
C

C
bom dia

E continue pedalando. Liberdade faz muito bem para a alma.
Sobre mudar marcha, dá uma lida em nossa página “pedalar melhor” - http://www.escoladebicicleta.com.br/melhor.html que tem dicas de como usar o câmbio.

Sobre a questão dos acidentes que sua médica falou:
Há uma situação meio absurda em relação à segurança no trânsito paulistana. Um bom exemplo é a questão dos motoboys que vivem se acidentando. A quantidade de acidentes é absurda. Então, se pode deduzir, andar de moto é muito inseguro. Depende. A curva de acidentes para motoboys e motociclistas novatos que trocaram o ônibus pela moto é muito alta; completamente diferente da curva para os motociclistas que respeitam as regras e o bom senso. Quem usa a moto como motociclista, ou seja, com tranqüilidade, sem correr feito louco, sem fazer barbaridades, muito dificilmente sofrerá um acidente.

Com a questão da bicicleta é igual. Há uma situação muito parecida com o que acontece com os motoboys. A quantidade de pessoas que se acha mais ciclista do que realmente é, que usa bicicleta errada, que não toma cuidado com o que faz, que não tem bom senso, que não sabe parar a bicicleta da maneira correta, e outras barbaridades, é muito grande. Há de fato muitos acidentes, mas principalmente por responsabilidade dos próprios ciclistas. Outro fator, este muito estranho, mas real, é que parece que virou moda vangloriar-se dos próprios acidentes. É como se para ser ciclista tem que ter acidente na carreira. Um heroísmo ao contrário. O fato é que quem pedala com sensatez dificilmente sofre acidente, e estes são a maioria.

Alguns detalhes importantes:
Se sua médica é motorista vai achar naturalmente que pedalar é uma loucura. Motorista acha que só ele está seguro; o que não é bem verdade.
Há uma pesquisa que mostra que para cada história ruim 82 pessoas ficam sabendo do fato. Para cada história boa só 3. São Paulo, em domingo ensolarado, tem aproximadamente 1 milhão de ciclistas nas ruas. Pouco se fala dos que pedalaram o dia inteiro e voltaram para casa felizes. Mais divertido parece ser contar sobre quem se arrebentou.

Para finalizar: Creio que já tenha dito que os locais de maior índice de acidente de São Paulo é dentro dos parques e na Ciclo Faixa de Domingo. O que acontece na Ciclo Faixa não é divulgado. É menos crítico que dentro dos parques, mesmo assim é necessário tomar certo cuidado. Você está certa em pedalar com calma, deixando os outros ultrapassarem.
Quem vai pedalar cedo tem menor probabilidade de acidente. Há muitos bairros tranqüilos onde pedalar é muito seguro, até mais seguro que na Ciclo Faixa de Domingo. E São Paulo, ou qualquer outra cidade, tem locais lindos que do carro não costumamos ver.

Arturo Alcorta
Escola de Bicicleta
http://www.escoladebicicleta.com.br/

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Pedalar para o trabalho sem suor


Nome: A B
Idade: 38
Cidade: SP
UF: SP
Mensagem:  Trabalho perto de casa (4 km) e gostaria de ir pedalando por esse trajeto. Acredito que uma mountain bike sirva, mas quero saber se existe bicicleta mais leve. Não posso chegar todo suado no trabalho.
-----------------------------------------------------------------
A
bom dia

A questão de chegar suado depende muito mais da adaptação de seu corpo ao pedalar, da prática de usar a bicicleta com sabedoria e também do tipo de bicicleta que você irá usar. Com uma bicicleta tipo mountain bike provavelmente você será instigado a pedalar mais forte. Quando se pedala uma bicicleta mais em pé, que é um pouco mais lenta que as mountain bike, a tendência é ir com mais calma. Isto é fato. O interessante é que os nova-iorquinos estão descobrindo isto agora. Ir para o trabalho pedalando e não chegar suado está muito relacionado com o espírito que a bicicleta impõe ao ciclista. Em NY descobriram o espírito das bicicletas holandesas: ir mais devagar, com calma, curtindo a paisagem. E é mais fácil ver o trânsito.

O que você procura é o que é chamado de linha “urbana” ou “urban bike”.
Sugiro você dar uma olhada em dois modelos: Caloi Sport Confort 17 (a 19 é muito grande para você) e a Soul Copenhague 17, ambas com rodas 26. A Soul tem uma híbrida (rodas 700) bem interessante, mas confesso que nunca vi uma pessoalmente. Hibridas são bem mais leves de pedalar na rua que uma bicicleta com rodas 26 - mountain bike. Outra opção seria ir até a Decathlon, que tem uns modelos (creio que chama Elop) próprios para ir trabalhar. Há outros modelos importados que merecem uma olhada.
Teste as bicicletas antes de comprar. E se sua opção for a Caloi, troque o avanço de guidão por um mais curto.

Final: Tentei achar, mas não consegui. Há um filme do NY Times que mostra a questão do novo ciclista de NY que vai trabalhar com as "old dutch" (velhas holandesas - nome dado às bicicletas). Achei este aqui - http://www.nytimes.com/2010/09/30/fashion/30BICYCLE.html?_r=1 que toca mais ou menos na mesma questão.

Arturo Alcorta
Escola de Bicicleta
www.escoladebicicleta.com.br

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Transportar uma bicicleta na caçamba

Nome: G A
Mensagem: Qual a melhor maneira de transportar uma bike na caçamba? É possível instalar o rack de teto na caçamba?
-----------------------------------------------------------------
G
boa noite

Depende do carro e tamanho da caçamba. O que não se deve é deixar a bicicleta solta, tanto porque maltrata a bicicleta, como porque ela pode ser facilmente roubada. Parou no trânsito vem alguém e leva... Ou no estacionamento

No asfalto a bicicleta mexe pouco. O problema é lombadas e estrada de terra. Se a bicicleta estiver bem presa sempre vai bem

Em caçambas pequenas o ideal é transportar sem a roda dianteira, presa por cordas elásticas e por corrente no quadro e roda. Roda presa no triângulo dianteiro do quadro, com a blocagem (trava rápida) entre os tubos para não arranhar. Se puder compra uma lona plástica, que custa bem barato, e cobre a bicicleta.
Se a caçamba é grande usa uma destas lonas plásticas de 2m x 3m e envelopa a bicicleta. Prende com cordas elásticas.

Dá para levar duas deitadas. O que você teria que fazer é comprar um cobertor bem barato para colocar entre elas. Ou dois se você quiser forrar o chão da caçamba.
Duas em pé, uma presa de cada lado da caçamba, com o cuidado de não arranhar. De novo, o cobertor pode ajudar muito.
Embrulhada, ou envelopada (como eu disse) e presa por corda elástica na caçamba é ótimo.

Há rack de todo tipo, inclusive para prender em cima da caçamba. Se esta for sua opção compre um de boa qualidade. Há modelos de rack com tranca à chave no suporte que fixa no tubo inferior da bicicleta.

Se você transporta a bicicleta num jogo rápido, vai com a roda montada. Não há problema em transportar com a roda dianteira torcida.

Arturo Alcorta
Escola de Bicicleta
www.escoladebicicleta.com.br

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Manutenção de movimento central em casa

Nome: A V
Mensagem: Prezados Srs.:
Quero realizar a desmontagem do movimento central de minha bike, trata-se de uma peça da marca Shimano. Careço de informações adicionais , porque ainda não me sinto seguro para iniciar a tarefa. O que gostaria de obter com os Srs. é o procedimento passo a passo, com especificação das ferramentas a serem utilizadas, desde a desmontagem até a recolocação, com as dicas para garantia da qualidade. Tenho me decepcionado com a contratação de serviços mecânicos. Comprei um caixa de ferramentas completa, e agora pretendo fazer eu mesmo a manutenção de minha bike. Ela tem um quadro Trek 830, MT xc.
Agradeço-lhes desde já, pela atenção.
Att.,
A V
-----------------------------------------------------------------
A
bom dia

Nós temos a página "mecânica de bicicletas" - http://www.escoladebicicleta.com.br/mecanica.html - que no capítulo 3 explica como trabalhar um movimento central. Você não disse que ano é a sua 830. Os movimentos centrais mais antigos usam três ferramentas, uma para fixar o lado direito - que pode ser uma chave inglesa de boa qualidade, uma para rosquear e ajustar a bacia esquerda, outra para a contra porca. Os novos, selados, precisa uma outra ferramenta para os dois lados. 

É necessário ferramentas específicas para o pedivela e o próprio movimento central. Para usar pouco é provável que não valha a pena comprar estas ferramentas.

Como parece que você vai mesmo partir para fazer a manutenção pessoalmente, o que é muito legal, vai precisar comprar as ferramentas específicas e ai compre Shimano ou Park Tool. As outras marcas geralmente não valem a pena. Ferramentas baratas podem até estragar a bicicleta. Aliás, não use qualquer ferramenta de segunda linha.
Precisa tomar cuidado por que a rosca esquerda do movimento central é invertida, ou seja, aperta e solta no sentido contrário do normal.

A qualidade do serviço mecânico para bicicletas aqui no Brasil é, infelizmente, precário no geral. A questão é encontrar uma bicicletaria que trabalhe centrada na qualidade, o que deve haver ai em Salvador

Arturo Alcorta
Escola de Bicicleta
http://www.escoladebicicleta.com.br/

sábado, 11 de junho de 2011

aro amassado

J
bom dia

Desculpe a demora inaceitável na resposta.

Estes amassados no aro acontecem com todo mundo. Normalmente acontece porque o pneu não estava corretamente calibrado. Ou porque você não conhece a técnica correta para subir um meio fio.
Se não for uma batida muito forte não comprometem a rigidez do aro, mas fazem o frear dar pequenos  trancos, o que não é bom.
Pode ser consertado.
Você levou a uma bicicletaria, o que foi uma boa atitude. Desamassar aro requer prática. Espero que você tenha acompanhado o trabalho do mecânico e assim você pode fazer o serviço na próxima vez. Aliás, espero que não tenha uma próxima vez.

Como se faz?
Se o amassado foi pequeno desamasse com uma pequena chave inglesa. No caso de um amassado mais importante use um martelo leve, ou melhor de plástico, e vá desamassando das bordas para o centro, sempre batendo com um apoio por trás do amassado. Trabalhe com calma, sempre parando para checar como está o aro que você chega lá. No caso que o aro tenha amassado para o centro, solte os raios no local e desamasse usando um pedaço de madeira, sempre aos poucos. Nunca dê batidas fortes porque pode amassar mais ainda. Vá com muita calma.
Talvez tenha que dar uma leve centrada depois

Arturo Alcorta
Escola de Bicicleta
http://www.escoladebicicleta.com.br/